Mudanças na respiração e no coeficiente Q10 de goiaba relacionadas à temperatura

2005 
A goiaba (Psidium guajava L.) e um fruto tropical que apresenta rapido amadurecimento, o que a torna um produto muito perecivel. Temperaturas inapropriadas durante o armazenamento e comercializacao podem acelerar a perda da qualidade dos frutos. O objetivo desse trabalho foi avaliar a atividade respiratoria (AR), a producao de etileno (PE) e o coeficiente Q10 de goiabas em diferentes temperaturas de armazenamento. Goiabas do cultivar Paluma foram colhidas no estadio 1 de maturacao (casca verde escura) e armazenadas a 1, 11, 21, 31 e 41oC. A AR e a PE foram determinadas com 12, 36, 84 e 156 h de armazenamento. As taxas de AR e PE a 1 e 11oC foram as menores, atingindo valores ao redor de 0,16 e 0,43 mmol CO2 kg-1 h-1 e 0,003 e 0,019 µmol C2H4 kg-1 h-1, respectivamente. Quando as goiabas foram armazenadas a 21oC, observou-se aumento gradual em AR e PE, as quais alcancaram valores de 2,24 mmol CO2 kg-1 h-1 e 0,20 µmol C2H4 kg-1 h-1 apos 156 h de armazenamento. As maiores AR e PE foram observadas em goiabas armazenadas a 31oC. Apesar de alta AR, goiabas armazenadas a 41oC tiveram baixa PE, similarmente aquelas armazenadas a 11oC, indicando dano por alta temperatura. Na faixa de 1-11oC, o valor medio de Q10 foi de 3,0, enquanto esse valor quase duplicou na faixa de 11-21oC, atingindo 5,9. O Q10 decresceu nas faixas de 21-31oC e 31-41oC, apresentando valores de 1,5 e 0,8, respectivamente. Conhecendo-se a variacao do Q10, da taxa respiratoria e do comportamento do amadurecimento em resposta a diferentes temperaturas, as condicoes de armazenamento e comercializacao dos frutos podem ser otimizadas para reduzir as perdas na qualidade.
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