Prevalência e correlação de fatores associados à prática de episiotomia em um hospital público do Distrito Federal

2009 
Introducao: A episiotomia e definida como a ampliacao cirurgica do orificio vulvo-vaginal feita durante o segundo periodo do parto. Esse trabalho viabiliza o diagnostico de situacao assistencial quanto a prevalencia e fatores associados a realizacao da episiotomia. Metodo: Estudo de corte transversal realizado com uma amostra de 384 mulheres submetidas a parto normal, com feto vivo, em um hospital publico do Distrito Federal. Foram relacionadas variaveis maternas, neonatais, assistenciais e quanto ao parto em busca de sua associacao com a incidencia de episiotomia. Os dados foram coletados no Livro de Registro de Dados do Centro Obstetrico e prontuarios. A analise foi realizada, utilizando o Teste Qui-quadrado (x ao quadrado) de independencia, o Coeficiente de Contingencia e o Teste Exato de Fisher. Resultados: A prevalencia de episiotomia no estudo foi de 50,5 por cento; maior que o recomendado na literatura, porem, compativel com as estatisticas nacionais. Entre as nuliparas a prevalencia foi de 74,4 por cento. A paridade materna esteve significativamente relacionada a realizacao de episiotomia, diminuindo, progressivamente, a utilizacao quanto maior o numero de partos anteriores. A idade materna tambem mostrou correlacao com o uso de episiotomia, indicando que quanto mais jovem a mulher, maior a incidencia do procedimento. Ja a ocorrencia de laceracao perineal, relacionou-se inversamente a realizacao de episiotomia, aumentando sua incidencia nos partos sem o uso da tecnica. Conclusao: Houve associacao entre a incidencia de episiotomia e as variaveis idade materna, paridade e ocorrencia de laceracao. Quanto as variaveis neonatais e relacionadas ao parto, nao houve associacao estatisticamente significante entre quaisquer delas e a utilizacao de episiotomia. Introduction: Episiotomy is defined as the surgical incision of the perineum to enlarge the vagina which is conducted during the second period of a delivery procedure. This research enables the diagnosis of the assistential situation regarding prevalence and factors associated to the conduction of the episiotomy. Method: Study of transverse incision conducted with a sample of 384 women undertaking vaginal delivery, with a living fetus, in a public hospital of Distrito Federal. Distinct variables - maternal, neonatal, assistential and delivery-related – have been analyzed in search for their association with the occurrence of episiotomy. The data have been collected in the Medical Protocol Book of the Obstetrics Center and records. The analysis has been accomplished using the Chi-square Test (x squared) for Independence, the Contingency Coefficient and Fisher's Exact Test. Results: The prevalence of episiotomy in the study has been of 50,5 percent; greater than the recommended in the literature; however, compatible with national statistics. Among the nulliparous population, the prevalence has been of 74,4 percent. Maternal parity has been significantly related to the conduction of episiotomy, its use decreasing progressively the greater the number of preceding deliveries. Maternal age has also shown correlation with the use of episiotomy, indicating that the younger the woman, the greater the incidence of the procedure. As for the occurrence of perineal laceration, it has been inversely related to the conduction of episiotomy, increasing its occurrence in deliveries in which the procedure has not been undertaken. Conclusion: There was an association between the occurrence of episiotomy and the variables maternal age, parity and laceration occurrence. As for the neonatal variables and the ones related to delivery, there was not statistically significant association between any of them and the use of episiotomy.
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